Leanked . Consultoria em Operações

Sistema Push e Pull

FordismoPush e pull são dois sistemas de planeamento e produção distintos e existem diversos autores a definir estes conceitos segundo as suas experiências práticas e simulações.

Traduzindo para a língua portuguesa, “pull” significa “puxar“. Num processo produtivo baseado neste sistema, os componentes são sempre “puxados” pelo próximo posto, isto é, os materiais só passam para a próxima estação quando houver essa necessidade (Villa & Watanabe, 1993). O termo “push” traduz-se para “empurrar”. No sistema push os componentes são “empurrados” para a produção mais rapidamente do que a saída do produto acabado, o que que leva a um aumento do work in process (Kenworthy & Little, 1995). Goddard e Brooks (1984) explicam de forma simplificada que o sistema push atua em antecipação de uma necessidade e o sistema pull atua quando é feito um pedido.

Villa e Watanabe (1993) definem o sistema pull como um método que tem o objetivo de assegurar uma produção lean, que flua sem desperdícios. Para o sistema pull ser bem-sucedido o material em processamento deve fluir em pequenos lotes (Sundar, Balaji, & Kumar, 2014). Neste sistema as operações são preferencialmente realizadas just-in-time – produzindo apenas a quantidade necessária, no momento certo. O sistema kanban é muitas vezes utilizado nesta metodologia.

No entanto, muitas vezes são utilizados os dois sistemas em simultâneo (Bonney, Zhang, Head, Tien, & Barson, 1999). Bonney et al. (1999) dão o exemplo do sistema de produção da Toyota no qual “recorre a fluxos de informação push para o veículo e fluxos de informação pull com base em kanbans para assegurar a disponibilidade de outros componentes na pista de montagem”.

Referências:

  • Bonney, M. C., Zhang, Z., Head, M. a., Tien, C. C., & Barson, R. J. (1999). Are push and pull systems really so different? International Journal of Production Economics, 59(1).
  • Goddard, W. E., & Brooks, R. B. (1984). Just-in-time: a Goal for MRP II, Readings in Zero Inventory. Conference in APICS.
  • Kenworthy, J., & Little, D. (1995). When Push Comes to Shove is MRPII Infinite Push or Finite Pull? National Geographic Magazine.
  • Sundar, R., Balaji, A. N., & Kumar, R. M. S. (2014). A Review on Lean Manufacturing Implementation Techniques. Procedia Engineering, 97, 1875–1885.
  • Villa, A., & Watanabe, T. (1993). Production management: Beyond the dichotomy between “push” and “pull” Computer Integrated Manufacturing Systems, 6(1).

Patrícia Ramos
Consultora Leanked